She's a life ruiner... She ruins people's lives.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
O que todos vêem.
"Só me ame quando puder e eu vou esperar pacientemente. Eu vou acordar todo dia só esperando que você ainda se importe."
O que ninguém vê. II
"Não está certo me amar só quando você puder. Eu não vou esperar pacientemente ou acordar todo dia esperando que você ainda se importe."
Eram umas 05h30 da manhã. Eu havia aberto os olhos e não sentia vontade de dormir mais, por saber que você precisaria sair as sete horas. Preferi ficar observando-te dormir por alguns segundos; não aguentando mais; encostei a minha cabeça sobre o teu ombro e ali fiquei. Levei uma das minhas mãos para teu braço branquelo que estava enrolado em minha cintura. Dei um pequeno sorriso ao lembrar que estávamos sem roupas. Olhei em baixo do cobertor e olhei bem para tua pele nua, tuas pernas enroscadas nas minhas. Aquele era o nosso ninho de amor; só nosso. Teus cabelos estavam espalhados pelo travesseiro e eu não conseguia tirar os meus olhos do teu rosto. Apertei-te o braço e tu abriu os olhos lentamente, como quem não quisesse acordar. Encostei meus lábios nos teus, selando-os longamente até deixar que um sorriso forme-se pelos meus lábios e as palavras saiam do mesmo: Bom dia. Tu apenas me olhou e levantou-se um pouco, esfregando os olhos e se espreguiçando. Virou-se por cima de mim, ficando no meio de minhas pernas que logo deslizaram até a tua cintura, abraçando-a. Eu queria ficar assim o tempo todo; todo o tempo. Por mais algumas horas. Nos abraçamos, demos alguns amasos, beijos, mordidas, lambidas, tudo que nós restava a fazer com aquele tempinho que ainda tínhamos. Você levantou da cama, dizendo que estava quase atrasado para se arrumar. Levantou roubando o cobertor que ainda estava sobre o meu corpo, deixando-me a mostra pra ti. Falei manhosamente de como ainda queria que tu estivesse na cama. Te chamei, implorei para que voltasse. Você voltou, e sentou-se sobre a mesma, dando uma pequena tapa em minha bunda, deixando a marquinha dos teus dedos. Segurou a minha mãozinha e prometeu que logo irá voltar pra mim. Deixo-me com um beijo na testa e caminhou até o banheiro. Gritei da cama enquanto te via caminhar: Eu estou te amando até de costas! Continuo te amando mais ainda! Não olhou para trás, mas logo que fechou a porta, gritou o meu nome abafado pela água que já caia sobre o teu corpo, em um banho quente. Chamou-me para tomar banho contigo, para amar-te mais um pouco.
Agarrei teu pescoço com meus bracinhos enquanto tu me segurava pela cintura e teu corpo encostava pela parede branca do corredor. Sorriu e logo olhou-me tascando-me um beijo apaixonado. Me inclinava pra frente enquanto beijava os meus lábios e eu me puxava para perto de ti, era verdadeiramente uma luta. Até que tu desencostou da parede e caminhou comigo até a sala, deitando-me pelo sofá e deitando-se por cima de mim; deixando teu peso cair totalmente sobre o meu; ainda beijando-me com os lábios molhados. Repuxei teus cabelos com uma das mãos e os fios que estavam enrolados em meus dedos. Você parou os beijos e levantou a cabeça lentamente, enquanto deixava que os teus olhos encontrassem os meus para um olhar sério. Abaixei a cabeça e os olhos também, por achar que estivesse chateado. Você sorriu e logo fez uma careta pra mim. O que me fez rir. O que me deixou com vontade de te agarrar novamente. O fiz, só que dessa vez agarrando a tua cintura com minhas pernas e repassando meus braços por tuas costas por baixo da camisa; deixando que os meus dedinhos acariciassem a tua pele branca e quente. Senti você se mexer e logo deixei você livre para se mover. Desceu um pouco com um corpo, deixando a tua cabeça bem próxima a minha barriga; levantando a camisa e aproximando o rosto para depositar um pequeno beijo. Virando novamente a cabeça em minha direção. Abriu um sorriso e disse: Aqui está o nosso bebêzinho, não é? Riu novamente. Encostando um dos ouvidos na mesma, deitando entre minhas pernas para ouvir a barriga branquela que estava toda amostra. A tua/minha barriga que adorava tanto. Deslizei minhas mãos para teus cabelos, onde você soltou um pequeno gemido manhoso em forma de agradecimento ao carinho que eu estava te dando. Molhei meus lábios ressecados com minha própria língua e murmurei: Sim, meu amor. Nosso bebêzinho está aí. Papai. Logo levantou a cabeça e correu ao meu encontro, agarrando-me com teus braços; abraçando-me e não me deixando escapar; mesmo sabendo que eu não iria querer sair do meio dos teus braços. Ficamos assim, parados a tarde toda. Abraçados. Porque era só isso que importava. Porque só precisávamos um do outro.
Abri meus olhinhos e me deparei contigo todo esparramado na nossa cama, com os braços por cima de mim e o cabelo espalhado pelo travesseiro e pelo meu rosto. Me aproximei de ti, arrastando-me lentamente pela cama enquanto fazia de tudo para não te acordar, com os movimentos mais lentos que conhecia. Abri um sorriso ao perceber que tu acordou e estava apenas fingindo que estava dormindo. Enfiei a minha cabeça em teu pescoço e depositei vários beijinhos pelo mesmo. Você riu, sorriu e me apertou com as mãos e braços. Me levantei, andei pela cama e pulei o teu corpo. Deixando-te no meio de minhas pernas. Sentei-me pelo teu colo; mas tu ainda estavas deitado. Desci a cabeça até o teu pescoço e depositei várias mordidinhas no mesmo, descendo com a cabeça até o teu peitoral; onde continuava mordendo; aumentando sempre a força da mordida. Você me deu dois tapas na perna, pela dor de uma pequena mordida dada rapidamente. Eu sorri e te dei um tapa no braço; deitando-me do teu lado logo após as mordidas e os risos. Olhei-te nos olhos e abri um belo e grande sorriso ao ver-te ainda com sono e tentando dormir. Mordisquei o teu queixo e logo falei: Vamos a praia? Você estava dizendo que eu tinha bronze de necrotério. Você sorriu e disse: Se você quer ir, nós vamos agora mesmo. Levantamos. Trocamos de roupa e saímos caminhando até a praia que encontrava-se bem perto da nossa casa. Brincamos o caminho todo; um batendo no outro, como crianças que nunca saíram de casa. Eu te mordia, você me beijava. Eu te beijava, você me batia. Andamos pouco menos de cinco minutos e já tínhamos chegado a praia. Estava um pouco deserta, pois a noite estava próxima. Só tinham algumas pessoas pelas calçadas, onde gastavam seu tempo caminhando. Nós descemos as escadarias e nossos pés logo encontraram a areia. Eu corri e te puxei junto comigo. Ficamos um bom tempo correndo de mãos dadas até que eu caí e te puxei novamente. Você caiu por cima de mim, tascando-me um beijo daqueles. Nos beijamos enquanto algumas pessoas passavam e nos olhavam ali, deitados, aquele belo enroscado de pernas e braços. Não nos importamos. Continuamos por mais algum tempo até que a noite veio. Estava escuro. Apenas a luz da lua clareava o resto da nossa "praia". Sentamos um pouco e observamos o vai-e-vem das ondas. Olhei para ti, que estava entretido demais para me olhar de volta. Olhei novamente e gritei: Ei! Está vendo o quê que nem pra mim quer olhar? Estou com ciúmes. Logo fiz um bico engraçado e cheguei um pouco mais perto para te morder. Você virou e disse: Estava observando as coisas e pensei em como é lindo estar aqui contigo. Encarei-te e logo fiz uma pergunta: Estou bronzeado? Rindo loucamente depois. Eu sabia que não havia pego um bronze, nem nada. Continuava o mesmo branquelo de sempre. Mas eu sabia que você me amava do mesmo jeito. Por mais que fosse um braquelo. Um branquelo que te enche de sms lindos. Um branquelo que adora te mimar o dia todo. Um branquelo que te ama mais que tudo. Tu me agarrou; me agarrou com força mas ainda sim carinhoso. Olhou-me bem nos olhos e esfregou o nariz no meu. Estávamos cheios de areia. Minhas costas incomodavam e coçavam mais que tudo. Eu não estava tão acostumado a praia, nunca gostei muito. Você não se importou. Continuou deitando por cima de mim enquanto levava os lábios para perto de meus ouvidos. Murmurou: Eu quero fazer aqui. Vem cá, vamos. Olhei-te assustado e te dei um pequeno tapa de leve nas costas. Repetindo: Estás louco? Vão nos ver! Eu tenho vergonha! Você novamente murmurou com a voz bem pertinho do meu ouvido: Mas eu quero... Eu quero. Eu tenho ciúmes que alguém te veja, porém, eu não deixarei ninguém nos ver. Eu te bati mais algumas vezes, mas você continuava insistindo. Eu também queria muito. Eu te amo, repeti várias vezes enquanto tu abaixava nossas calças lentamente e discretamente para ninguém percebesse. Eu queria. Eu queria tanto que te deixei fazer o que quisesse.
"Me deu uma vontade de vir aqui te lembrar do quanto eu te amo, por mais que eu te diga isso umas milhões de vezes por dias. Eu já te falei das vezes que eu sinto vontade de te abraçar e nunca te deixar ir embora? Eu já te disse o quanto é bom acordar, abrir os olhinhos e dar de cara com tua cara de sono em minha frente? Meu Deus, como é bom abrir os olhos e saber que tu vai estar aqui para mim. Eu gosto tanto de acordar e te ver se arrumando nas pressas para ir a aula enquanto eu posso dormir quanto tempo ainda quiser. Eu gosto de agarrar-te pelo corredor enquanto tenta fazer as coisas que precisa, atrapalhando-te e levando várias broncas de ti em seguida. Morder a tua barriga e deixar várias marquinhas de dentes só porque só eu posso fazer isso. Vou comentar mais uma vez das vezes que eu te atrapalho assistindo tv, enquanto tu me empurra e desvia a cabeça para tentar ver alguma coisa. Mas, logo depois me agarra e não me deixa mais sair de lá. Como é que você me faz te amar tanto? COMO? ME DIZ? Eu te amo mais que tudo, príncipe."
Eu estava caminhando até a tua casa. Estava voltando do colégio; com preguiça, mas tu havia me chamado para ir até lá. Bati na porta e a tua mãe abriu, dizendo que tu estava dentro do quarto. Entrei e caminhei lentamente até a porta do teu quarto, enroscando os dedos calmamente pela maçaneta e abrindo devagar. Tu me olhou e se levantou, correndo até chegar pela minha frente e me agarrar com teus braços fortes. Eu te abracei com toda minha força. Ficamos um tempinho parados, enroscados um no outro. Você me soltou e eu te soltei, deitando-me por tua cama que encontrava-se encostada na parede. Me deitei atravessado, com as pernas para fora das mesmas e com a cabeça na parede. E você sentou no chão, segurando uns papéis do colégio para estudar. Estavas um pouco afastado de mim, mas ainda sim, consegui esticar uma das minhas pernas para esfregar um dos meus pés no teu rosto. Você riu e bateu nele, empurrando-o para o lado. Eu ri novamente e continuei a passá-lo pelo teu rosto. Dessa vez, você segurou a minha perna e a puxou, arrastando-me da cama até cair no chão. Minhas costas estalaram no momento que entraram em contato com o mesmo. Eu escondi o rosto com as mãozinhas enquanto você veio com teu corpo por cima de mim todo preocupado. Você repetia várias vezes: Ei, você se machucou? Meu amor, você se machucou? Eu te machuquei? Eu continuava a esconder o rosto com as mãos e fingir um choro manhoso falso. Você levantou, pegou-me do chão nos braços e me colocou na cama, deixando-me sentado pela mesma. Eu ergui o rosto com um sorriso nos lábios e você riu também. Você pulou por cima de mim, fazendo cócegas e me apertando todo. Nós riamos e nos agarrávamos por cima da tua cama que estava cheia de papéis. Tu segurou o meu rosto com os dedos quentes e puxou os meus lábios até os teus, começando um belo beijo apaixonado. Eu me sentia tão bem contigo e com os teus braços ao redor de mim, que o meu maior castigo seria ter que ir embora naquele exato momento. Te puxei mais, apertando-te no meu corpo enquanto você ainda me segurava pelo rosto. Percebi você pender o corpo para o lado e me afastei um pouco para que tu deitasse do meu lado. Você deitou, parando de me beijar e segurou uma das minhas mãozinhas. Encolhi as perninhas e logo as enrosquei pelas tuas. Você me olhou com um sorriso e disse: Eu quero morar junto contigo, entende? Só eu e você, em uma casa só nossa. Onde nós poderemos ter qualquer coisa que nós quisermos. A gente vai poder decorá-la, fazer bagunça, mas depois arrumar tudo. Poderemos fazer amor em qualquer lugar e não vai ter ninguém para atrapalhar. Poderemos ficar acordados até tarde, acampar na sala, fazer brigadeiro (mesmo eu não gostando tanto). Poderemos fazer qualquer coisa. Você quer morar comigo? Eu respondi com um sorriso nos lábios: Eu quero muito morar contigo. Agarrou-me novamente, puxando-me para ti e me abraçando enquanto despejava vários beijos por minha testa. Entrelacei os nossos dedos e falei baixinho: Eu posso dormir aqui hoje? Você disse que sim, fazendo sinal com a cabeça e levantando-se da cama para terminar de fazer o que estava fazendo. Sentei na cama e fiquei mexendo nas tuas coisas. Espalhando-as por cima da cama e deixando tudo bagunçado. Você já havia terminado suas coisas... Levantou do chão e sentou na cama do meu lado. Sussurrou: Achou isso aí desse jeito? Arrume. Fez um rosto sério e eu fiquei bom um tempo te olhando. Depois de um tempinho, você pulou em cima de mim; rindo e me mordendo. Eu te segurei assustado e falei: Eu realmente achei que você estivesse falando sério. Você respondeu ainda rindo e com um sorriso que só você sabe dar: Eu não, meu amor. Mas aprenda que tudo que você bagunçar em nossa casa, terá de arrumar, viu? Subiu por cima de mim e apertou minha cintura com as duas mãos, puxando-me um pouco para baixo, deitando-me por tua cama. Entrou no meio de minhas pernas e despejou o peso totalmente sobre meu corpo, enfiando o rosto e os lábios quentes pelo meu pescoço. Deixando várias mordidas e lambidas pelo mesmo. Senti meu corpo estremecer ao sentir tuas lambidas. Puxei a tua camisa para cima, em uma tentativa desesperada de tirá-la do teu corpo rapidamente. Você cedeu. Levantou os braços logo que percebeu, deixando-me tirá-la completamente do teu corpo. Repuxou a minha no mesmo instante, tirando-a de meu corpo com uma certa agonia. Esfregou-se por mim no momento em que conseguiu tirá-la do meu corpo, deixando minha barriga branquela amostra. Apertou meu corpo contra o teu. Os dois corpos suados, em contato, esfregando-se por tua cama. E os beijos ainda molhados em meu pescoço tiravam-me do sério. Ouvimos alguém a caminhar pelo corredor da tua casa. Nos levantamos nas pressas da cama e você levantou, tentando esconder o volume por tua calça com as mãos. E eu vestia a minha camisa rapidamente. Ficamos parados ouvindo e esperando que alguém aparecesse ou falasse algo. Nada aconteceu. Você foi até a porta e abriu, percebeu que não tinha ninguém. O barulho havia sido lá fora. O barulho da tua mãe saindo de casa e nos deixando a sós. Era tudo que nós precisávamos.
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