sexta-feira, 4 de novembro de 2011
O que todos vêem.
"Só me ame quando puder e eu vou esperar pacientemente. Eu vou acordar todo dia só esperando que você ainda se importe."
O que ninguém vê. II
"Não está certo me amar só quando você puder. Eu não vou esperar pacientemente ou acordar todo dia esperando que você ainda se importe."
Eram umas 05h30 da manhã. Eu havia aberto os olhos e não sentia vontade de dormir mais, por saber que você precisaria sair as sete horas. Preferi ficar observando-te dormir por alguns segundos; não aguentando mais; encostei a minha cabeça sobre o teu ombro e ali fiquei. Levei uma das minhas mãos para teu braço branquelo que estava enrolado em minha cintura. Dei um pequeno sorriso ao lembrar que estávamos sem roupas. Olhei em baixo do cobertor e olhei bem para tua pele nua, tuas pernas enroscadas nas minhas. Aquele era o nosso ninho de amor; só nosso. Teus cabelos estavam espalhados pelo travesseiro e eu não conseguia tirar os meus olhos do teu rosto. Apertei-te o braço e tu abriu os olhos lentamente, como quem não quisesse acordar. Encostei meus lábios nos teus, selando-os longamente até deixar que um sorriso forme-se pelos meus lábios e as palavras saiam do mesmo: Bom dia. Tu apenas me olhou e levantou-se um pouco, esfregando os olhos e se espreguiçando. Virou-se por cima de mim, ficando no meio de minhas pernas que logo deslizaram até a tua cintura, abraçando-a. Eu queria ficar assim o tempo todo; todo o tempo. Por mais algumas horas. Nos abraçamos, demos alguns amasos, beijos, mordidas, lambidas, tudo que nós restava a fazer com aquele tempinho que ainda tínhamos. Você levantou da cama, dizendo que estava quase atrasado para se arrumar. Levantou roubando o cobertor que ainda estava sobre o meu corpo, deixando-me a mostra pra ti. Falei manhosamente de como ainda queria que tu estivesse na cama. Te chamei, implorei para que voltasse. Você voltou, e sentou-se sobre a mesma, dando uma pequena tapa em minha bunda, deixando a marquinha dos teus dedos. Segurou a minha mãozinha e prometeu que logo irá voltar pra mim. Deixo-me com um beijo na testa e caminhou até o banheiro. Gritei da cama enquanto te via caminhar: Eu estou te amando até de costas! Continuo te amando mais ainda! Não olhou para trás, mas logo que fechou a porta, gritou o meu nome abafado pela água que já caia sobre o teu corpo, em um banho quente. Chamou-me para tomar banho contigo, para amar-te mais um pouco.
Agarrei teu pescoço com meus bracinhos enquanto tu me segurava pela cintura e teu corpo encostava pela parede branca do corredor. Sorriu e logo olhou-me tascando-me um beijo apaixonado. Me inclinava pra frente enquanto beijava os meus lábios e eu me puxava para perto de ti, era verdadeiramente uma luta. Até que tu desencostou da parede e caminhou comigo até a sala, deitando-me pelo sofá e deitando-se por cima de mim; deixando teu peso cair totalmente sobre o meu; ainda beijando-me com os lábios molhados. Repuxei teus cabelos com uma das mãos e os fios que estavam enrolados em meus dedos. Você parou os beijos e levantou a cabeça lentamente, enquanto deixava que os teus olhos encontrassem os meus para um olhar sério. Abaixei a cabeça e os olhos também, por achar que estivesse chateado. Você sorriu e logo fez uma careta pra mim. O que me fez rir. O que me deixou com vontade de te agarrar novamente. O fiz, só que dessa vez agarrando a tua cintura com minhas pernas e repassando meus braços por tuas costas por baixo da camisa; deixando que os meus dedinhos acariciassem a tua pele branca e quente. Senti você se mexer e logo deixei você livre para se mover. Desceu um pouco com um corpo, deixando a tua cabeça bem próxima a minha barriga; levantando a camisa e aproximando o rosto para depositar um pequeno beijo. Virando novamente a cabeça em minha direção. Abriu um sorriso e disse: Aqui está o nosso bebêzinho, não é? Riu novamente. Encostando um dos ouvidos na mesma, deitando entre minhas pernas para ouvir a barriga branquela que estava toda amostra. A tua/minha barriga que adorava tanto. Deslizei minhas mãos para teus cabelos, onde você soltou um pequeno gemido manhoso em forma de agradecimento ao carinho que eu estava te dando. Molhei meus lábios ressecados com minha própria língua e murmurei: Sim, meu amor. Nosso bebêzinho está aí. Papai. Logo levantou a cabeça e correu ao meu encontro, agarrando-me com teus braços; abraçando-me e não me deixando escapar; mesmo sabendo que eu não iria querer sair do meio dos teus braços. Ficamos assim, parados a tarde toda. Abraçados. Porque era só isso que importava. Porque só precisávamos um do outro.
Abri meus olhinhos e me deparei contigo todo esparramado na nossa cama, com os braços por cima de mim e o cabelo espalhado pelo travesseiro e pelo meu rosto. Me aproximei de ti, arrastando-me lentamente pela cama enquanto fazia de tudo para não te acordar, com os movimentos mais lentos que conhecia. Abri um sorriso ao perceber que tu acordou e estava apenas fingindo que estava dormindo. Enfiei a minha cabeça em teu pescoço e depositei vários beijinhos pelo mesmo. Você riu, sorriu e me apertou com as mãos e braços. Me levantei, andei pela cama e pulei o teu corpo. Deixando-te no meio de minhas pernas. Sentei-me pelo teu colo; mas tu ainda estavas deitado. Desci a cabeça até o teu pescoço e depositei várias mordidinhas no mesmo, descendo com a cabeça até o teu peitoral; onde continuava mordendo; aumentando sempre a força da mordida. Você me deu dois tapas na perna, pela dor de uma pequena mordida dada rapidamente. Eu sorri e te dei um tapa no braço; deitando-me do teu lado logo após as mordidas e os risos. Olhei-te nos olhos e abri um belo e grande sorriso ao ver-te ainda com sono e tentando dormir. Mordisquei o teu queixo e logo falei: Vamos a praia? Você estava dizendo que eu tinha bronze de necrotério. Você sorriu e disse: Se você quer ir, nós vamos agora mesmo. Levantamos. Trocamos de roupa e saímos caminhando até a praia que encontrava-se bem perto da nossa casa. Brincamos o caminho todo; um batendo no outro, como crianças que nunca saíram de casa. Eu te mordia, você me beijava. Eu te beijava, você me batia. Andamos pouco menos de cinco minutos e já tínhamos chegado a praia. Estava um pouco deserta, pois a noite estava próxima. Só tinham algumas pessoas pelas calçadas, onde gastavam seu tempo caminhando. Nós descemos as escadarias e nossos pés logo encontraram a areia. Eu corri e te puxei junto comigo. Ficamos um bom tempo correndo de mãos dadas até que eu caí e te puxei novamente. Você caiu por cima de mim, tascando-me um beijo daqueles. Nos beijamos enquanto algumas pessoas passavam e nos olhavam ali, deitados, aquele belo enroscado de pernas e braços. Não nos importamos. Continuamos por mais algum tempo até que a noite veio. Estava escuro. Apenas a luz da lua clareava o resto da nossa "praia". Sentamos um pouco e observamos o vai-e-vem das ondas. Olhei para ti, que estava entretido demais para me olhar de volta. Olhei novamente e gritei: Ei! Está vendo o quê que nem pra mim quer olhar? Estou com ciúmes. Logo fiz um bico engraçado e cheguei um pouco mais perto para te morder. Você virou e disse: Estava observando as coisas e pensei em como é lindo estar aqui contigo. Encarei-te e logo fiz uma pergunta: Estou bronzeado? Rindo loucamente depois. Eu sabia que não havia pego um bronze, nem nada. Continuava o mesmo branquelo de sempre. Mas eu sabia que você me amava do mesmo jeito. Por mais que fosse um braquelo. Um branquelo que te enche de sms lindos. Um branquelo que adora te mimar o dia todo. Um branquelo que te ama mais que tudo. Tu me agarrou; me agarrou com força mas ainda sim carinhoso. Olhou-me bem nos olhos e esfregou o nariz no meu. Estávamos cheios de areia. Minhas costas incomodavam e coçavam mais que tudo. Eu não estava tão acostumado a praia, nunca gostei muito. Você não se importou. Continuou deitando por cima de mim enquanto levava os lábios para perto de meus ouvidos. Murmurou: Eu quero fazer aqui. Vem cá, vamos. Olhei-te assustado e te dei um pequeno tapa de leve nas costas. Repetindo: Estás louco? Vão nos ver! Eu tenho vergonha! Você novamente murmurou com a voz bem pertinho do meu ouvido: Mas eu quero... Eu quero. Eu tenho ciúmes que alguém te veja, porém, eu não deixarei ninguém nos ver. Eu te bati mais algumas vezes, mas você continuava insistindo. Eu também queria muito. Eu te amo, repeti várias vezes enquanto tu abaixava nossas calças lentamente e discretamente para ninguém percebesse. Eu queria. Eu queria tanto que te deixei fazer o que quisesse.
"Me deu uma vontade de vir aqui te lembrar do quanto eu te amo, por mais que eu te diga isso umas milhões de vezes por dias. Eu já te falei das vezes que eu sinto vontade de te abraçar e nunca te deixar ir embora? Eu já te disse o quanto é bom acordar, abrir os olhinhos e dar de cara com tua cara de sono em minha frente? Meu Deus, como é bom abrir os olhos e saber que tu vai estar aqui para mim. Eu gosto tanto de acordar e te ver se arrumando nas pressas para ir a aula enquanto eu posso dormir quanto tempo ainda quiser. Eu gosto de agarrar-te pelo corredor enquanto tenta fazer as coisas que precisa, atrapalhando-te e levando várias broncas de ti em seguida. Morder a tua barriga e deixar várias marquinhas de dentes só porque só eu posso fazer isso. Vou comentar mais uma vez das vezes que eu te atrapalho assistindo tv, enquanto tu me empurra e desvia a cabeça para tentar ver alguma coisa. Mas, logo depois me agarra e não me deixa mais sair de lá. Como é que você me faz te amar tanto? COMO? ME DIZ? Eu te amo mais que tudo, príncipe."
Eu estava caminhando até a tua casa. Estava voltando do colégio; com preguiça, mas tu havia me chamado para ir até lá. Bati na porta e a tua mãe abriu, dizendo que tu estava dentro do quarto. Entrei e caminhei lentamente até a porta do teu quarto, enroscando os dedos calmamente pela maçaneta e abrindo devagar. Tu me olhou e se levantou, correndo até chegar pela minha frente e me agarrar com teus braços fortes. Eu te abracei com toda minha força. Ficamos um tempinho parados, enroscados um no outro. Você me soltou e eu te soltei, deitando-me por tua cama que encontrava-se encostada na parede. Me deitei atravessado, com as pernas para fora das mesmas e com a cabeça na parede. E você sentou no chão, segurando uns papéis do colégio para estudar. Estavas um pouco afastado de mim, mas ainda sim, consegui esticar uma das minhas pernas para esfregar um dos meus pés no teu rosto. Você riu e bateu nele, empurrando-o para o lado. Eu ri novamente e continuei a passá-lo pelo teu rosto. Dessa vez, você segurou a minha perna e a puxou, arrastando-me da cama até cair no chão. Minhas costas estalaram no momento que entraram em contato com o mesmo. Eu escondi o rosto com as mãozinhas enquanto você veio com teu corpo por cima de mim todo preocupado. Você repetia várias vezes: Ei, você se machucou? Meu amor, você se machucou? Eu te machuquei? Eu continuava a esconder o rosto com as mãos e fingir um choro manhoso falso. Você levantou, pegou-me do chão nos braços e me colocou na cama, deixando-me sentado pela mesma. Eu ergui o rosto com um sorriso nos lábios e você riu também. Você pulou por cima de mim, fazendo cócegas e me apertando todo. Nós riamos e nos agarrávamos por cima da tua cama que estava cheia de papéis. Tu segurou o meu rosto com os dedos quentes e puxou os meus lábios até os teus, começando um belo beijo apaixonado. Eu me sentia tão bem contigo e com os teus braços ao redor de mim, que o meu maior castigo seria ter que ir embora naquele exato momento. Te puxei mais, apertando-te no meu corpo enquanto você ainda me segurava pelo rosto. Percebi você pender o corpo para o lado e me afastei um pouco para que tu deitasse do meu lado. Você deitou, parando de me beijar e segurou uma das minhas mãozinhas. Encolhi as perninhas e logo as enrosquei pelas tuas. Você me olhou com um sorriso e disse: Eu quero morar junto contigo, entende? Só eu e você, em uma casa só nossa. Onde nós poderemos ter qualquer coisa que nós quisermos. A gente vai poder decorá-la, fazer bagunça, mas depois arrumar tudo. Poderemos fazer amor em qualquer lugar e não vai ter ninguém para atrapalhar. Poderemos ficar acordados até tarde, acampar na sala, fazer brigadeiro (mesmo eu não gostando tanto). Poderemos fazer qualquer coisa. Você quer morar comigo? Eu respondi com um sorriso nos lábios: Eu quero muito morar contigo. Agarrou-me novamente, puxando-me para ti e me abraçando enquanto despejava vários beijos por minha testa. Entrelacei os nossos dedos e falei baixinho: Eu posso dormir aqui hoje? Você disse que sim, fazendo sinal com a cabeça e levantando-se da cama para terminar de fazer o que estava fazendo. Sentei na cama e fiquei mexendo nas tuas coisas. Espalhando-as por cima da cama e deixando tudo bagunçado. Você já havia terminado suas coisas... Levantou do chão e sentou na cama do meu lado. Sussurrou: Achou isso aí desse jeito? Arrume. Fez um rosto sério e eu fiquei bom um tempo te olhando. Depois de um tempinho, você pulou em cima de mim; rindo e me mordendo. Eu te segurei assustado e falei: Eu realmente achei que você estivesse falando sério. Você respondeu ainda rindo e com um sorriso que só você sabe dar: Eu não, meu amor. Mas aprenda que tudo que você bagunçar em nossa casa, terá de arrumar, viu? Subiu por cima de mim e apertou minha cintura com as duas mãos, puxando-me um pouco para baixo, deitando-me por tua cama. Entrou no meio de minhas pernas e despejou o peso totalmente sobre meu corpo, enfiando o rosto e os lábios quentes pelo meu pescoço. Deixando várias mordidas e lambidas pelo mesmo. Senti meu corpo estremecer ao sentir tuas lambidas. Puxei a tua camisa para cima, em uma tentativa desesperada de tirá-la do teu corpo rapidamente. Você cedeu. Levantou os braços logo que percebeu, deixando-me tirá-la completamente do teu corpo. Repuxou a minha no mesmo instante, tirando-a de meu corpo com uma certa agonia. Esfregou-se por mim no momento em que conseguiu tirá-la do meu corpo, deixando minha barriga branquela amostra. Apertou meu corpo contra o teu. Os dois corpos suados, em contato, esfregando-se por tua cama. E os beijos ainda molhados em meu pescoço tiravam-me do sério. Ouvimos alguém a caminhar pelo corredor da tua casa. Nos levantamos nas pressas da cama e você levantou, tentando esconder o volume por tua calça com as mãos. E eu vestia a minha camisa rapidamente. Ficamos parados ouvindo e esperando que alguém aparecesse ou falasse algo. Nada aconteceu. Você foi até a porta e abriu, percebeu que não tinha ninguém. O barulho havia sido lá fora. O barulho da tua mãe saindo de casa e nos deixando a sós. Era tudo que nós precisávamos.
Eram umas cinco e vinte da manhã. Eu estava acordado, eu só não sabia bem o porque não conseguia dormir. Tu ainda estavas dormindo todo esparramado do meu lado na nossa cama. Passei as mãos pela curvatura do que o teu corpo estava fazendo. Estavas de lado, virado para o guarda-roupas e eu estava por trás de ti. Continuei a passar a mão um pouco gelada pela curva de tua cintura, acariciando a tua pele quente. Tu estava apenas com o cobertor um pouco menos da cintura para baixo e eu estava sem nada, apenas com os pés enroscados pelo nosso cobertor. Estava chovendo. Eu gostava do frio; gostava também da sensação gelada de estar recebendo o vento da janela um pouco aberta e do ventilador que estava logo abaixo dos meus pés. Despejei um pequeno beijo sobre o teu ombro e você se mexeu, mas nada demais. Não ousou acordar. Eu repeti várias vezes no teu ouvido o quando eu te amava e o quando era agradecido por estar contigo, por ter você todos os dias comigo. Por saber que eu sou teu e que você é meu. Por você ser o homem mais perfeito do mundo comigo e ser tão carinhoso e tão manhoso ao mesmo tempo. Sorri por alguns segundos por perceber que você não ouvia nada do que eu dizia. Comecei a falar novamente perto do teu ouvido:
- Eu amo você, seu preguiçoso. Não poderia acordar pra me fazer companhia? Eu quero te dizer uma coisa... Eu quero te dizer que amo até os teus defeitos, o teu jeito, as tuas caras, o teu cabelo, os teus ciúmes. Eu amo tudo que vem de você. Você é todas as razões, todas as esperanças, e todos os sonhos que sempre tive. Serei sempre teu. E, meu querido, serás sempre meu.
Quando terminei com as minhas palavras, o sol já invadia totalmente o quarto. Levantei-me e fechei a cortina pela metade. Os pingos de chuva escorregavam pelo vidro e faziam desenhos sobre as paredes brancas do nosso quarto. Deite-me sobre a cama novamente, fazendo-a balançar. O que te fez abrir os olhos e olhar para trás. Olhou-me e perguntou.
- Onde você foi?
Respondi com os olhos abaixados e repuxando o cobertor dos meus pés para me cobrir:
- Fui arrumar a cortina, o sol estava entrando aqui dentro. Isso iria te acordar logo logo se eu não o fizesse.
Você apenas sorriu e apoiou os cotovelos pelo colchão, olhando-me de lado com a tua cara perfeita de sono. Estavas com tanta preguiça que não aguentava manter-se de olhos abertos. A chuva insistia e de vez em quando, alguns trovões faziam barulhos. Eu me assustei, olhei para os lados e me agarrei no teu corpo. Você apenas me abraçou de volta. Me segurou e me puxou para cima do teu corpo, onde eu sentei pelo teu colo por cima do cobertor. Eu sem roupas e com frio. Pendi para o lado e peguei um dos teus blusões pretos de mangas longas. O vesti e continuei do mesmo jeito que estava antes. Tuas mãos e dedos percorriam minhas pernas brancas e desnudas, que arrepiavam a cada toque. Teus olhos não olhavam a mim, apenas acompanhavam as tuas mãos fortes que continuavam a subir por minhas pernas até chegar no pano um pouco grosso do teu blusão. Colocou as mãos por baixo do mesmo, tocando-me e fazendo-me deitar sobre a cama. Logo veio para cima de mim, fazendo com o que o cobertor descobrisse o teu belo corpo. Nós fizemos amor umas três vezes. As três vezes mais demoradas do mundo inteiro.
- Eu amo você, seu preguiçoso. Não poderia acordar pra me fazer companhia? Eu quero te dizer uma coisa... Eu quero te dizer que amo até os teus defeitos, o teu jeito, as tuas caras, o teu cabelo, os teus ciúmes. Eu amo tudo que vem de você. Você é todas as razões, todas as esperanças, e todos os sonhos que sempre tive. Serei sempre teu. E, meu querido, serás sempre meu.
Quando terminei com as minhas palavras, o sol já invadia totalmente o quarto. Levantei-me e fechei a cortina pela metade. Os pingos de chuva escorregavam pelo vidro e faziam desenhos sobre as paredes brancas do nosso quarto. Deite-me sobre a cama novamente, fazendo-a balançar. O que te fez abrir os olhos e olhar para trás. Olhou-me e perguntou.
- Onde você foi?
Respondi com os olhos abaixados e repuxando o cobertor dos meus pés para me cobrir:
- Fui arrumar a cortina, o sol estava entrando aqui dentro. Isso iria te acordar logo logo se eu não o fizesse.
Você apenas sorriu e apoiou os cotovelos pelo colchão, olhando-me de lado com a tua cara perfeita de sono. Estavas com tanta preguiça que não aguentava manter-se de olhos abertos. A chuva insistia e de vez em quando, alguns trovões faziam barulhos. Eu me assustei, olhei para os lados e me agarrei no teu corpo. Você apenas me abraçou de volta. Me segurou e me puxou para cima do teu corpo, onde eu sentei pelo teu colo por cima do cobertor. Eu sem roupas e com frio. Pendi para o lado e peguei um dos teus blusões pretos de mangas longas. O vesti e continuei do mesmo jeito que estava antes. Tuas mãos e dedos percorriam minhas pernas brancas e desnudas, que arrepiavam a cada toque. Teus olhos não olhavam a mim, apenas acompanhavam as tuas mãos fortes que continuavam a subir por minhas pernas até chegar no pano um pouco grosso do teu blusão. Colocou as mãos por baixo do mesmo, tocando-me e fazendo-me deitar sobre a cama. Logo veio para cima de mim, fazendo com o que o cobertor descobrisse o teu belo corpo. Nós fizemos amor umas três vezes. As três vezes mais demoradas do mundo inteiro.
Sexta-feira, dia 6 de abril de 2011.
Eu estava deitado na cama enquanto te esperava chegar do trabalho ansiosamente. Segurei o celular várias e várias vezes a procura de tuas ligações; mas nada de você ligar. Disquei os números mas não tive nenhum coragem de ligar. Até que ouvi a porta da frente se abrir. Corri em direção a mesma enquanto abria a porta do quarto um pouco desesperado e me deparei contigo me olhando com aquele olhar assustado. Você deve ter pensado: O que esse louco tem que veio correndo?! Eu não sei o que você pensou, mas posso dizer que talvez tenha sido algo assim. Você abriu os braços e sorriu pra mim enquanto eu corria de encontro aos teus braços. Pulei firmemente pelo teu colo, agarrando a tua cintura com minhas pernas e procurando os teus lábios com os meus. Segurava os teus cabelos com as pontinhas dos meus dedinhos, enquanto eles se enroscavam em mim cada vez mais. Finalmente consegui beijar-te! Era como se nunca mais tivesse visto esses lábios pela minha frente. A saudade era tanta que eu não aguentaria mais alguns segundos. Você ainda me segurava nos braços até que me soltou lentamente, colocando-me no chão e agarrando a minha cintura com os braços. Nos beijávamos apaixonadamente pelo corredor, enquanto seguíamos diretamente de encontro ao nosso quarto. Eram umas 21h24 da noite e o nosso quarto estava claro, pelas luzes que entravam pela janela. Você não gostava e sempre que podia, fechava as cortinas para que elas não entrassem. No momento em que chegamos ao quarto, você empurrou-me em direção a cama e deitou junto comigo. Ficamos nos beijando por mais algum tempo. Até que você rolou o corpo para o lado enquanto olhava atenciosamente para o teto. Abaixei a minha mãozinha e segurei a tua que estava ao meu lado. Levantei o rosto e comecei a observar o teto contigo. Ficamos assim por um bom tempo até que você falou:
- Eu queria poder ficar aqui o tempo todo com você. O tempo todo. Do mesmo jeito que estamos agora ou de qualquer jeito; por tanto que seja com você.
Eu sorri e apertei tua mão com um pouco de força. Soltei a mesma e fui de encontro ao teu corpo, deitando a minha cabeça pelo teu peitoral coberto pelo moleton cinza. Fiquei parado, apenas sentindo o teu cheiro. Tua mão percorria a minha cintura às vezes; até mesmo as minhas costas. Eu ouvia o som da tua respiração e o ar quente da mesma pela minha nuca. Era bom estar contigo, era bom demais até. Eu te amava, você me amava. E era bom estar ali... Sozinhos um com um outro. Só isso bastava, apenas isso. Levantei um pouco o teu moleton delicadamente com uma de minhas mãozinhas; repuxando-o para cima sem força alguma. Levantei a cabeça de cima de ti enquanto me apoiava pelo colchão. Abaixei um pouco a cabeça novamente, deixando os meus lábios encontrarem a tua barriga; despejando vários beijinhos molhados pela mesma. Eu consegui sentir você contraindo a barriga. Logo olhei para o teu rosto e você estava rindo. Abaixei o teu moleton e voltei ao mesmo lugar onde estava antes; envolvendo-te com uma das minhas perninhas. Você a segurou com a mão e a apertou com força. Virou o rosto para mim e despejou vários beijos em meu rosto a medida que me puxava para mais perto do teu corpo. Me abraçou completamente. Ficamos enroscados um no outro enquanto nos beijávamos lentamente até pegarmos no sono e alí mesmo permanecer até o outro dia.
Postado por Beatriz m. às 17:57
"Eu te amo tanto que não sei como descrever todo esse amor em palavras. Às vezes até enrolo e tento dizer o quanto eu sinto por ti, mas não consigo dizer em quanto é grande. Mal cabe aqui dentro, mas sempre cresce a cada dia que passa. Tu sabes que é o único que me arranca sorrisos... O único que eu amo, que eu quero comigo, que eu quero do meu lado, segurando a minha mão. Eu te quero sempre comigo e eu quero ficar sempre contigo também. Tu és o meu menino grande, o meu papai, o meu amor. Não sei mesmo o que seria de mim sem você, porque você me cuida tanto... Faz-me sentir tão protegido e tão bem. Eu sou teu, tu és meu, somos nós. Sempre seremos nós. No dia oito de abril faremos um mês. O melhor mês da minha vida! E não tenha duvidas disso, porque eu estou falando a mais pura verdade. Tu és meu único motivo de tudo. Eu amo você. Eu te preciso tanto... Te preciso todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Te preciso no banho, na cama, no sofá, na escola. Em todos os lugares. Você é tão lindo e tão meu. Sabe qual é a razão de eu te amar? É porque é você, apenas isso. É você! Tudo que nós passamos é tudo que há de bom em mim. É tudo pra mim. Não preciso nem dizer que você é a pessoa com quem eu sonho todas as noites e que é a primeira pessoa que eu penso quando acordo, não é? Porque você sabe, você sempre sabe."
Eu estava deitado na cama enquanto te esperava chegar do trabalho ansiosamente. Segurei o celular várias e várias vezes a procura de tuas ligações; mas nada de você ligar. Disquei os números mas não tive nenhum coragem de ligar. Até que ouvi a porta da frente se abrir. Corri em direção a mesma enquanto abria a porta do quarto um pouco desesperado e me deparei contigo me olhando com aquele olhar assustado. Você deve ter pensado: O que esse louco tem que veio correndo?! Eu não sei o que você pensou, mas posso dizer que talvez tenha sido algo assim. Você abriu os braços e sorriu pra mim enquanto eu corria de encontro aos teus braços. Pulei firmemente pelo teu colo, agarrando a tua cintura com minhas pernas e procurando os teus lábios com os meus. Segurava os teus cabelos com as pontinhas dos meus dedinhos, enquanto eles se enroscavam em mim cada vez mais. Finalmente consegui beijar-te! Era como se nunca mais tivesse visto esses lábios pela minha frente. A saudade era tanta que eu não aguentaria mais alguns segundos. Você ainda me segurava nos braços até que me soltou lentamente, colocando-me no chão e agarrando a minha cintura com os braços. Nos beijávamos apaixonadamente pelo corredor, enquanto seguíamos diretamente de encontro ao nosso quarto. Eram umas 21h24 da noite e o nosso quarto estava claro, pelas luzes que entravam pela janela. Você não gostava e sempre que podia, fechava as cortinas para que elas não entrassem. No momento em que chegamos ao quarto, você empurrou-me em direção a cama e deitou junto comigo. Ficamos nos beijando por mais algum tempo. Até que você rolou o corpo para o lado enquanto olhava atenciosamente para o teto. Abaixei a minha mãozinha e segurei a tua que estava ao meu lado. Levantei o rosto e comecei a observar o teto contigo. Ficamos assim por um bom tempo até que você falou:
- Eu queria poder ficar aqui o tempo todo com você. O tempo todo. Do mesmo jeito que estamos agora ou de qualquer jeito; por tanto que seja com você.
Eu sorri e apertei tua mão com um pouco de força. Soltei a mesma e fui de encontro ao teu corpo, deitando a minha cabeça pelo teu peitoral coberto pelo moleton cinza. Fiquei parado, apenas sentindo o teu cheiro. Tua mão percorria a minha cintura às vezes; até mesmo as minhas costas. Eu ouvia o som da tua respiração e o ar quente da mesma pela minha nuca. Era bom estar contigo, era bom demais até. Eu te amava, você me amava. E era bom estar ali... Sozinhos um com um outro. Só isso bastava, apenas isso. Levantei um pouco o teu moleton delicadamente com uma de minhas mãozinhas; repuxando-o para cima sem força alguma. Levantei a cabeça de cima de ti enquanto me apoiava pelo colchão. Abaixei um pouco a cabeça novamente, deixando os meus lábios encontrarem a tua barriga; despejando vários beijinhos molhados pela mesma. Eu consegui sentir você contraindo a barriga. Logo olhei para o teu rosto e você estava rindo. Abaixei o teu moleton e voltei ao mesmo lugar onde estava antes; envolvendo-te com uma das minhas perninhas. Você a segurou com a mão e a apertou com força. Virou o rosto para mim e despejou vários beijos em meu rosto a medida que me puxava para mais perto do teu corpo. Me abraçou completamente. Ficamos enroscados um no outro enquanto nos beijávamos lentamente até pegarmos no sono e alí mesmo permanecer até o outro dia.
Postado por Beatriz m. às 17:57
"Eu te amo tanto que não sei como descrever todo esse amor em palavras. Às vezes até enrolo e tento dizer o quanto eu sinto por ti, mas não consigo dizer em quanto é grande. Mal cabe aqui dentro, mas sempre cresce a cada dia que passa. Tu sabes que é o único que me arranca sorrisos... O único que eu amo, que eu quero comigo, que eu quero do meu lado, segurando a minha mão. Eu te quero sempre comigo e eu quero ficar sempre contigo também. Tu és o meu menino grande, o meu papai, o meu amor. Não sei mesmo o que seria de mim sem você, porque você me cuida tanto... Faz-me sentir tão protegido e tão bem. Eu sou teu, tu és meu, somos nós. Sempre seremos nós. No dia oito de abril faremos um mês. O melhor mês da minha vida! E não tenha duvidas disso, porque eu estou falando a mais pura verdade. Tu és meu único motivo de tudo. Eu amo você. Eu te preciso tanto... Te preciso todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Te preciso no banho, na cama, no sofá, na escola. Em todos os lugares. Você é tão lindo e tão meu. Sabe qual é a razão de eu te amar? É porque é você, apenas isso. É você! Tudo que nós passamos é tudo que há de bom em mim. É tudo pra mim. Não preciso nem dizer que você é a pessoa com quem eu sonho todas as noites e que é a primeira pessoa que eu penso quando acordo, não é? Porque você sabe, você sempre sabe."
Fechou os olhos e imaginou-se no caminho de volta pra casa. Prendeu os braços na cintura dele e os pensamentos desesperados desapareceram. Só ficaram os bons, os melhores, os que tinham você. Era claro, mas com umas partes escuras. Permaneceu assim o dia todo. Era a minha vida. Aquela mistura doce de cores e ao mesmo tempo amarga. O preto e branco que nunca se separaram estavam agora a minha frente; sobre a minha cabeça. A minha vida sempre foi assim, aquele azul que logo tornava-se cinza. Acho que a vida da maioria das pessoas é assim. Nunca está tão azul o suficiente para acreditar que as cosias vão mudar.
Só acho que quando uma pessoa gosta de outra, ela espera. Espera o tempo que for preciso. E não é porque se passaram alguns dias com aquela pessoa fora ou o tempo falta que a pessoa deixa umas as outras. O tempo pode ser bem precioso, mas não é ele que atrapalha. O que atrapalha é que as pessoas não sabem esperar. Não sabem procurar um pouquinho de tempo se querer para se verem. O que atrapalha são as pessoas.
Oh, meu pequenino bloco de gelo... Você não consegue perceber que está derretendo? Desaparecendo lentamente. É como se não quisesse morrer, mas ao mesmo tempo, a tua alma desaparece e apodrece com tanta tristeza e tantas lágrimas. A água fria escorre pelos meus dedos, ultrapassando até certo ponto da minha pele onde queima. Dói, machuca. Mas nada maior do que aquilo que se vai. E você se vai aos poucos, como se não quisesse ir. Mas você vai... Você vai e não volta. Você dorme e não acorda.
Queria gritar. Era difícil olhar em volta e não perceber-te mais por perto. Era totalmente irritante saber que, talvez, não poderia sentir-te perto nunca mais. E eu nunca mais senti.
Ele nunca mais ligou. Deve ter esquecido. Eu não sei. Não sei.
Eu não esqueci. Pensei e penso nisso todos os dias. Algumas das palavras dele ainda estão rodando em minha cabeça. Ainda permanecem aqui dentro.
Era um pouco ruim saber que ele havia me esquecido. E ele realmente esqueceu.
Ele nunca mais ligou. Deve ter esquecido. Eu não sei. Não sei.
Eu não esqueci. Pensei e penso nisso todos os dias. Algumas das palavras dele ainda estão rodando em minha cabeça. Ainda permanecem aqui dentro.
Era um pouco ruim saber que ele havia me esquecido. E ele realmente esqueceu.
O problema é que o quanto que eu preciso escrever, é o tanto que eu nunca consigo colocar para fora. E claro, as palavras saem tortas por não conseguir processá-las de uma forma tão clara. E tudo vira cinza, vira nada. É como se só o vento existisse... Mas não conseguisse me tocar.
É aquele maldito vazio.
Que insiste...
Que trava...
Que nunca vai embora.
(...) Jogou-se e não sentiu gosto de nada. Só o vento. Perdeu-se na imensidão de suas palavras e gostos. Perdeu-se dentro de si mesma. Perdeu-se.
É aquele maldito vazio.
Que insiste...
Que trava...
Que nunca vai embora.
(...) Jogou-se e não sentiu gosto de nada. Só o vento. Perdeu-se na imensidão de suas palavras e gostos. Perdeu-se dentro de si mesma. Perdeu-se.
Talvez nós estejamos mortos por dentro. Cada um tem um pouco de morte dentro de si. Todo mundo tem um pouco de um coração partido. Todos tem mágoas de palavras que machucam. E cada pedaço arrancado sangra como se fosse morrer, mas nunca morre. O sangue escorre manchando a vida que existe por dentro, mas não seca. A mancha está sempre lá, e aumenta a cada dia. E cada que passa, nós morremos mais um pouco. Até morrermos completamente de alma, existindo apenas um corpo podre que não serve de nada.
Que nunca serviu de alguma coisa.
Um lixo ambulante.
Nada.
Que nunca serviu de alguma coisa.
Um lixo ambulante.
Nada.
E então, ela desajeitou-se e caiu da escada. Fechou os olhos e abriu os braços como se fosse voar. Sentiu o vento bater em seu rosto, como se realmente estivesse sobre um grande oceano. Era o peso da consciência que estava fazendo sentido. A chamou para baixo como se fosse mais pesado do que qualquer coisa. Achou que fosse um sonho, mas o corpo foi caindo lentamente enquanto ainda sonhava.
Caiu.
Deitou-se no chão como se não estivesse sentindo nada, como se nunca houvesse sentido alguma coisa. Mexeu-se devagar como alguém que "talvez" estivesse pedindo ajuda, mas não queria ser ajudada. Era algo só dela. Ela precisava matá-lo. Levantou um pouco a cabeça e respirou pela última vez.
Caiu.
Deitou-se no chão como se não estivesse sentindo nada, como se nunca houvesse sentido alguma coisa. Mexeu-se devagar como alguém que "talvez" estivesse pedindo ajuda, mas não queria ser ajudada. Era algo só dela. Ela precisava matá-lo. Levantou um pouco a cabeça e respirou pela última vez.
Ainda estou naquela de que se algo de ruim for acontecer, tem que acontecer comigo. Meu puro pessimismo que ainda me afeta e não me deixa largá-lo.
É isso que me mata.
Quer dizer, nem tanto, mas às vezes sim.
É ruim envolver tudo em minha volta em uma coisa ruim que eu chamo de "minha vida", mas na maioria das vezes, acredito que o meu pessimismo anda apenas ao redor da minha cabeça, nos meus pensamentos e escolhas.
Sempre por perto.
Escondido.
É isso que me mata.
Quer dizer, nem tanto, mas às vezes sim.
É ruim envolver tudo em minha volta em uma coisa ruim que eu chamo de "minha vida", mas na maioria das vezes, acredito que o meu pessimismo anda apenas ao redor da minha cabeça, nos meus pensamentos e escolhas.
Sempre por perto.
Escondido.
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